António Gonçalves

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Confesso que, no início, estranhei.
Ao contrário? Virar o Porto, o meu Porto?
Sendo avô de três jovens rapazes, achei que era uma irreverência própria das idades mais tenras e menos experientes, dos que se entregam de corpo e alma a utopias e querem mudar o mundo.
Já!
No caso, mudar o Porto.
À juventude, ainda para mais irreverente, deve perdoar-se tudo – para que nunca, nunca na vida, se torne submissa.
E lá fui, com muita atenção e disponibilidade para ouvir, sacudindo os preconceitos, antes entrar.
Afinal… também lá estavam companheiras e companheiros de outras guerras de outras cumplicidades e solidariedades. “Os velhos”, como eu, também lá estavam.
Afinal… irreverência sim, mas com muito respeito pela cidadania e pela democracia; inconformismo? pois claro, mas não é o inconformismo que faz com que o “mundo pule e avance”?
Utópicos? q.b., mas com métodos de trabalho eficientes na procura de soluções alternativas concretas .
Pois, como diz o ditado, depois entranhou-se-me. Mais depressa do que eu imaginava.
E, perguntam vocês, porque é que eu me havia de meter nisto? Que desculpas é que eu havia de arranjar para não me meter nisto?
Não há!
Para um Porto solidário, reinventar é preciso!

António Gonçalves