Testemunhos

Adelaide Teixeira

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Adelaide Teixeira

“OS IDÊNTICOS APROXIMAM-SE UNS DOS OUTROS “
Porque este movimento, é composto na sua maioria, por pessoas que eu respeito e admiro, que gosto, e que trato por tu … conheço o seu trabalho a sua honestidade , a sua disponibilidade e empenho em prol dos outros!!!! Todos com vontade de VIRAR O PORTO AO CONTRÁRIO!!!!!!
É um punhado de Gente, que se preocupa e luta, pela sua Cidade!!!!! Para que haja mais justiça social , respeito e dignidade, para com as pessoas que a habitam!!! Queremos todos uma Cidade mais livre, mais solidária, mais justa, mais culta !!!!!
Porque me identifico e luto por estes valores, foi muito fácil e natural juntar-me !!!! Por opção, nunca pertenci a nenhum partido, mas isso não me impediu nunca, de me envolver e lutar pelas nas causas em que acredito !!! ! VAMOS VIRAR O PORTO AO CONTRÁRIO !!!!!!
JUNTO A MINHA À VOSSA VOZ

Adelaide Teixeira
Actriz

Adriano Campos

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Adriano CamposJuntos e ao contrário: uma luta contra o cinzento.

Para mim o Porto sempre foi uma cidade aonde se ia. O autocarro serpenteava a periferia e despejava um magote de pessoas ensonadas na Fernandes Tomás. A pressa comandava o dia e limitava os passos possíveis pela baixa da cidade. Ao entardecer, o cansaço tomava os lugares, e a volta acontecia. Mais tarde percebi que no Porto também se podia estar e ficar, mesmo que cada vez menos pessoas o fizessem. E ao ficar cedo descobrimos que o Porto é uma cidade cinza, mas que nesse tom de cinzento, dois matizes, diferentes em tudo, travam uma batalha incessante.

Há um cinzento que é o do final de novembro, da chuva miúda que cai na nuca dos desavisados, o cinzento das esquinas onde passa um povo que carrega no andar uma vida de agruras sem fim. O cinzento que nos abraça no encontro permanente da rua – que nos diz que há uma dignidade em habitar com outra gente. Mas há também no Porto um cinzento que fere. O cinzento que forra os gabinetes da Câmara, o cinzento que sai dos mercedes que trazem as madames à missa da Lapa, o cinzento que habita a aridez humana de uma elite que prefere habitar junto ao mar, só para fugir das gentes – gente que tem nojo de gente. Esse é o cinzento que se abateu sobre o Rivoli, que pintou de branco as paredes coloridas com a vida da escola da fontinha, o cinzento que implodiu o Aleixo; o cinzento que comanda a vida de uma cidade que se esvazia.

Contra este cinzento que fere, muitos ousaram levantar a voz. Disseram, imagine-se, que o Porto é uma cidade possível. Alguns deram para encher as ruas da cidade, de gritar contra a troika e a sua austeridade estúpida. Outros inventaram de ocupar lugares vazios, de fazer acontecer coisas feitas por pessoas para as pessoas. Outros ainda acostumaram-se a apontar o dedo às negociatas da direita, de se opor aos despejos de quem sempre morou onde morou. Gente imponderada, que se juntou para fazer a cultura acontecer onde diziam que ela não podia acontecer da forma que queriam que acontecesse. Gente insurgente, que arriscou o encontro para dizer que se pode virar o porto ao contrário, que é possível juntar força à esquerda para ter na Câmara um dos nossos.

Uma candidatura contra o cinzento, cheia de gente madura que sabe que esta luta é uma paleta. Ninguém fica a pintar sozinho.

Adriano Campos

André Gigante

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Andre Gigante

Vou votar no Zé Soeiro porque acredito que a vontade, o sonho e a determinação são base fundamental para ocupar o cargo a que se propõe. Acredito também que o sonho, ainda que vestido da sua utopia é e deveria ser a fundação das ideias e da nossa filosofia de vida.
Ou continuaremos com a triste e limitada visão de que é coisa de crianças? Seremos então vítimas das barreiras que desenhamos, do estereótipo, do preconceito, de um outro Rio que rui o Porto que habitamos.

André Gigante

Alexandre Alves Costa

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Alexandre Alves Costa

Acreditamos, contra a desesperança, no desenho da cidade, alicerçado, fundamentalmente, nos novos movimentos de participação cidadã. A cidade é o lugar da história, da inovação cultural e política, é o ambiente em que a esquerda se pode recriar e desenvolver. Hoje, há tendências desagregadoras da cidade e da cidadania. Eis o duplo desafio que a democracia enfrenta: o de reinventar a cidade e o de se reinventar a si mesma, na cidade.

Alexandre Alves Costa

Amarílis Felizes

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Amarílis Felizes

Sou a Amarílis, tenho 22 anos e há muitas ideias que me movem nesta candidatura.
Estive presente desde o início deste processo em que reunimos diferentes pessoas e discutimos muitas propostas, a primeira coisa que me apaixonou na candidatura foi essa dedicação à democracia e a capacidade de fazer das nossas diferenças um grande atributo.
Sei que foi no confronto e na discussão que mais aprendemos.
Outra das principais razões que me impelem a virar o Porto ao contrário é a vontade de combater algumas ideias do senso comum que considero muito perigosas. Esta candidatura prova que a política é para todos e não só para os políticos – seja lá o que isso for -, que os partidos não são todos iguais e que há alternativa às políticas que nos têm sido impostas.
Tenho a forte convicção de que as coisas podem ser de outra maneira.
Não quero uma cidade para inglês ver. O património do Porto pertence a todos e tem de ser preservado, é composto pelos monumentos e equipamentos públicos mas também pelas histórias e pelas pessoas. Nesta campanha luto para que a arte não seja um luxo para elites e a cultura pouco mais que o programa de horário nobre da t.v.
Se aqui é cada macaco no seu galho, eis algo que precisa ser virado ao contrário.
Estou também nesta campanha porque cada proposta concreta para o Porto me diz respeito. Quero trabalhar e morar nesta cidade e indigna-me que uma coisa tão elementar me seja privada para que alguns ganhem milhões com especulação imobiliária ou financeira. Quero uma cidade com uma rede de transportes públicos alargada, em que me possa deslocar de bicicleta em segurança e em que todos tenham direito à mobilidade.
Quero uma cidade em que não se vire as costas a ninguém.

Amarílis Felizes

Ana Luísa Amaral

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Ana Luisa Amaral

O Porto tem vários Portos. Como um bolso que não é composto só pela sua parte visível, mas é formado igualmente pelo seu avesso. Esse avesso não se vê, mas faz parte do bolso; é preciso torná-lo visível. Não basta ser tolerante, é precisa a solidariedade. Mas também não basta a solidariedade da palavra; é precisa a redistribuição de recursos económicos, de forma a travar esta espiral de violência e de agressão. Virar o Porto ao contrário é escutar a cidade e as pessoas que a habitam. Ver e ouvir no avesso das coisas. E o avesso daquilo em que vivemos é simplesmente uma maior justiça. Tão simples quanto isto.

Ana Luísa Amaral

António Gonçalves

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antonio_goncalves

Confesso que, no início, estranhei.
Ao contrário? Virar o Porto, o meu Porto?
Sendo avô de três jovens rapazes, achei que era uma irreverência própria das idades mais tenras e menos experientes, dos que se entregam de corpo e alma a utopias e querem mudar o mundo.
Já!
No caso, mudar o Porto.
À juventude, ainda para mais irreverente, deve perdoar-se tudo – para que nunca, nunca na vida, se torne submissa.
E lá fui, com muita atenção e disponibilidade para ouvir, sacudindo os preconceitos, antes entrar.
Afinal… também lá estavam companheiras e companheiros de outras guerras de outras cumplicidades e solidariedades. “Os velhos”, como eu, também lá estavam.
Afinal… irreverência sim, mas com muito respeito pela cidadania e pela democracia; inconformismo? pois claro, mas não é o inconformismo que faz com que o “mundo pule e avance”?
Utópicos? q.b., mas com métodos de trabalho eficientes na procura de soluções alternativas concretas .
Pois, como diz o ditado, depois entranhou-se-me. Mais depressa do que eu imaginava.
E, perguntam vocês, porque é que eu me havia de meter nisto? Que desculpas é que eu havia de arranjar para não me meter nisto?
Não há!
Para um Porto solidário, reinventar é preciso!

António Gonçalves

Bárbara Veiga

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Barbara Veiga“Que força é essa que trazes nos braços
que só te serve para obedecer, que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
que te põe de bem com outros e de mal contigo
Que força é essa, amigo” (“Que força é essa”, Sérgio Godinho).

Foram estas as palavras proferidas em jeito de música por um conjunto de vozes em uníssono, umas tímidas, outras mais afiadas, embaladas pela voz suave, agradável mas forte e carregada de sentido de Ana Ribeiro e que encerraram a primeira parte da sessão de leitura e música que apresentou o livro “E se virássemos o Porto ao contrário?” no Pinguim.
Essa sessão que “não é campanha mas acompanha” deixou-me este sentimento agridoce. Por um lado as vozes agradavam-nos o ouvido e arrepiavam-nos pela sua doçura em jeito de música ou em jeito teatral, acolhendo-nos e embalando-nos. Por outro, as palavras que proferiam e a forma como eram ditas impeliam-nos a pensar pelas nossas cabeças (e muitas cabeças juntas pensam melhor do que uma!), a agir e despertavam a indignação que trazemos dentro de cada um e que, muitas vezes, não nos trespassa porque a engolimos para o lugar mais fundo de nós para não termos que lidar com ela, já que não sabemos o que lhe fazer.
Nesse turbilhão de emoções, resgatei aquela profunda esperança na possibilidade de uma mudança, aquela que trago num bolso furado e que, por qualquer obra do acaso, insiste ainda em, firmemente, se segurar no mesmo sítio, resistindo ao caminhar solitário e porventura descrente que tenho percorrido nos últimos tempos por entre “pedras sujas e gastas”… e com o bolso furado!
Não é que aquele conjunto de cabeças e braços, todos diferentes mas todos juntos por um objetivo comum, serão mesmo capazes de virar o Porto ao contrário?

Bárbara Veiga
Cabeça de Lista à Junta de Freguesia de Ramalde

Carolina

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Carolina
Gostava de poder andar pela cidade sozinha
Estou neste grupo porque gosto muito de animais e de fazer desporto.
Gosto de passear, gostava de poder andar pela cidade sozinha e gostava de não depender sempre dos meus pais.
Neste grupo posso discutir estas questões e outras e lutar com os meus amigos, conversar e dar ideias aos candidatos para ajudar a mudar a cidade.
Carolina, 9 anos

Esmeralda Mateus

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Esmeralda

Conheço bem os bairros do Porto. Há muitos anos que trabalho para a população, para que haja casas para todos e se olhe de outra forma para os mais pobres. Nesta candidatura queremos que o povo tenha voz.