Listas juntas

Das ilhas da cidade do Porto

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Das ilhas do Porto

Ao entardecer, debruçado pela janela,
E sabendo de soslaio que há campos em frente,
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.

Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas cousas,
É o de quem olha para árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai
andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos …

Por isso ele tinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse bem que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo
E triste como esmagar flores em livros
E pôr plantas em jarros…

Alberto Caeiro, in “O Guardador de Rebanhos” – Poema III

Dir-me-ão que é despropositado
citar Pessoa sobre Cesário
dois poetas lisboetas mas do mundo
a propósito das nossas ilhas portuenses.
Na verdade creio que a forma de ver
que Caeiro vê em Cesário
tem,
a meu ver,
tudo a ver
com isto de ver ilhas
e de tentar ver o seu devir.
Uma ilha portuense
é um pedaço de aldeia
rodeado de cidade por todos os lados.
Ao contrário das ilhas com palmeiras e camas de rede
e de muitas outras que enfeitam os mares e os mapas,
islândias ou madeiras, cretas ou malvinas,
as ilhas da nossa cidade são muito pobres
mas encerram memórias muito ricas
tanto ao nível do seu contributo para a história da cidade
como no que diz respeito à epopeia da industrialização
e do êxodo rural.
Se delas dizemos que são património a proteger
é porque,
embora inscrevendo-se num processo histórico transnacional
(que assume particular relevância na parte oriental da cidade),
elas são únicas em termos de configuração
e singulares em termos de modelo de mundivivência.
Os camponeses do Norte
empurrados até ao Porto
pelo sonho frágil de encontrar
melhores condições de vida no presente
e sobretudo mais perspectivas de futuro,
inventam,
apesar da exiguidade dos fogos onde são aparcados,
modos de vida
parentes das formas de proximidade dos aldeãos
em pleno coração da cidade,
tal como os emigrantes que chegaram aos arredores de Paris
reconstruiram aldeias portuguesas na lama dos bairros da lata.
Claro que esta é uma história antiga
que toma corpo no já longínquo século XIX.
Claro que está é uma história trágica
com patrões sem escrúpulos a enriquecer
à custa dos recém-proletários
a quem alugavam
a peso de ouro
habitações pequeníssimas e insalubres
nas traseiras das suas moradias,
as quais, por supostamente escaparem
aos fiscalizadores da fachada,
– não foi o Rui Rio que inventou o fachadismo… –
se foram degradando sem contudo se esvaziarem
porque o luxo dos pobres era poderem viver perto do centro
e não em tristes bairros periféricos…
Claro que as ilhas,
flores agrestes plantadas em terrenos de agrura,
acabaram por despertar a cólera dos higienistas,
dos eugenistas,
dos fascistas,
encartados ou não,
que, em nome da saúde pública, expulsaram da cidade
milhares e milhares de proletários
como quem varre lixo para debaixo de outro tapete.
Esse derrame ditado pelos donos do poder
terá tido consequências
– insuficientemente estudadas
porém ainda hoje gritantes –
na auto-estima da cidade do Porto.
A limpeza étnica foi assaz radical
mas em 2013
persistem mais de mil ilhas invictas
– grande arquipélago invisível,
verdadeiro desafio à nossa capacidade
de ver mais mundo outro neste mundo,
e outra cidade nesta cidade.
Não se trata obviamente
de pedir aos nossos insulares concidadãos
que continuem,
a fim de preservar rastos pitorescos,
a viver a 20 num lugar onde cabem 2,
a acordar sem água canalizada em casa,
a partilhar uma sanita entre 100.
Trata-se de olhar
para o que as ilhas têm de belo e útil
e até historicamente necessário
no plano da aprendizagem da partilha
e da vivência comunitária
para que se torne possível transformá-las
em lugares mais aprazíveis
em polos de habitação popular mais confortável
em aldeias ainda mais orgulhosamente citadinas
e resistentes.
Quando penso em «ilhas»
e no muito que na minha rua ouvi falar delas,
– das suas inimitáveis festas,
das doenças que as assolavam,
do sofrimento em tempos de privação
cujo pico terá sido a guerra civil de Espanha –
lembro-me sempre de uma adivinha da minha infância:
«Qual é a coisa, qual é ela,
que mal entra em casa fica logo à janela?»
A resposta não era «ilha», era «botão».
Como não gosto de botões,
prefiro pensar em locais onde mal o sol entra
logo a luz toma conta de todos os recantos.
Em lugares de UTOPIA
onde as portas e as janelas se confundem.
Em capitais da alegria,
como cantava o nosso querido José Afonso.
Cidades «sem muros nem ameias».
Fecho os olhos
e consigo sentir na pele
«a flor da palma (afagando) a cantaria».

Regina Guimarães

Propostas para o Bonfim

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Somos um grupo de cidadãs e cidadãos do Bonfim, comprometidos com a candidatura autárquica “E se virássemos o Porto ao contrário?”, do Bloco de Esquerda. Iniciámos um processo aberto e participativo na procura de propostas concretas para melhorar a vida das pessoas. Continuaremos esse processo, para lá das eleições de 29 de setembro, sempre atentos aos problemas que afectam a vida de todos, envolvendo a população na discussão das soluções e na sua concretização.
Defendemos esta prática de democracia local no dia a dia, por um Bonfim por e para os que cá vivem e trabalham.

Frentes de intervenção desta candidatura:

1. Propostas para uma resposta às consequências sociais da crise.
Defendemos uma avaliação das situações de carência e isolamento social, junto da população e de todas as organizações da comunidade do Bonfim (colectividades culturais e desportivas, instituições de intervenção social, escolas, associações de moradores, etc.), e a optimização da rede de equipamentos sociais a operar na freguesia.
Defendemos ainda o reforço e diversificação dos serviços sociais de proximidade, assim como a criação de espaços de convivialidade, seguindo o modelo de intervenção dos Centros Comunitários, em parceria com a CMP e outros serviços públicos sempre que necessário.

Ação:
– Plano de ação para garantir a resposta às carências sociais.
– Criação de uma rede de acção comunitária no Bonfim, na perspectiva do desenvolvimento local.

2. Requalificação e valorização do património
Defendemos que a Junta de Freguesia, enquanto entidade pública mais próxima do cidadão, deve tomar activa na actualização do levantamento de situações de arruamentos e edíficios em mau estado, abandonado ou em situação de risco, com vista a exigir a sua resolução junto dos Serviços competentes.

Defendemos ainda a valorização do património do Bonfim, propondo a organização de roteiros e percursos pedestres: “património industrial”, “espaços rurais”, “azulejaria do Bonfim”, “Património da Águas do Porto”, etc.

Ação:
– Levantamento e correção de anomalias na via pública e no edificado.
– Propostas de promoção do património cultural e histórico do Bonfim.

3. Desporto, Cultura e Qualidade de vida
Defendemos a promoção da actividade física e um plano de actividades culturais para o Bonfim. Nesse sentido é necessária a optimização dos recursos existentes na Freguesia, nomeadamente equipamentos, recursos financeiros, associações desportivas e culturais e voluntários. Cabe à Junta de Freguesia fazer a articulação entre todos os actores, através de assembleias regulares para a o planeamento e avaliação das actividades, assim como a sua divulgação.
Entendemos que a promoção da qualidade de vida está directamente relacionada com a plena fruição da oferta de actividades de proximidade, no plano cultural, na actividade física e desportiva e em todos os espaços de convivialidade.

Ação:
– Assembleia de colectividades
– Plano para a prática do desporto e Actividades culturais
– Divulgação das actividades pelos meios de comunicação da Junta de Freguesia

4. Participação cidadã
Comprometemo-nos com um processo aberto de consulta e discussão de propostas para a freguesia, através de reuniões abertas a a todos.
Defendemos a eficaz divulgação das atividades da Junta de Freguesia e a abertura à participação dos cidadãos nas atividades promovidas pela JF. Para tal propomos a criação de canais de comunicação diversificados: um portal atractivo e actualizado com regularidade, bem como a divulgação em painéis, no espaço público, disseminados pelo território da freguesia.
Defendemos que esses meios de comunicação, para além dos editais autárquicos e das actividades culturais e desportivas do Bonfim, divulguem as propostas enviadas pela a Junta de Freguesia a outras entidades bem como as respectivas respostas.
Entendemos que a transparência e abertura da Junta da Freguesia são determinantes para o escrutínio e a democratização das decisões.

Ação:

– Divulgação de informação no site e espaço público
– Assembleias cidadãs “Bonfim: viver e participar”

Propostas para Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde

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Em apenas dois anos de austeridade imposta pelo governo PSD/CDS, a crise social atinge proporções avassaladoras que condenam grande parte da população a situações de grande fragilidade.

Este sufoco faz-se sentir especialmente no dia-a-dia da nossa freguesia com os brutais despejos e cortes de água e luz a que muitas famílias têm sido sujeitas pela actual Câmara do Porto. Para o Bloco de Esquerda, não é tolerável que no séc. XXI existam famílias sem condições mínimas para uma vida condigna. Não aceitamos que isto se perpetue na nossa cidade!
A agravar tudo isto, o Governo impôs uma reorganização das freguesias que afastou ainda mais os decisores dos problemas concretos das populações.

Nestes últimos quatro anos, estivemos na linha da frente da resistência e da denúncia a este tipo de violência social. Mas não basta resistir. Apresentamos 10 propostas concretas e estudadas para responder aos problemas da nossa nova freguesia:

1- Responder à crise social.
Os despejos e cortes de água e de luz que têm acontecido, por exemplo, nos Bairros de Aldoar e Fonte da Moura, têm de passar pelo conhecimento e acção da Junta na sua resolução.

2- Requalificar os espaços públicos.
Garantir a adequada manutenção de espaços como o Jardim do Passeio Alegre ou o passadiço de Nevogilde, cujo arranjo tem sido descuidado.

3- Apoiar o associativismo e as colectividades locais.
Historicamente tão importantes para a construção da identidade destas freguesias, estas associações têm sofrido o abandono por parte das anteriores Juntas. Devem ser apoiadas melhorando os equipamentos e meios à sua disposição.

4- Nenhum território sem transporte público.
Todas as zonas e bairros da freguesia devem estar bem servidos de transporte público, garantindo o direito à mobilidade das populações, nomeadamente à noite e ao fim-de-semana.

5- Gestão local participada pela população.
Os orçamentos e planos de actividades devem ser elaborados e discutidos com a população em assembleias abertas, que se realizem rotativamente pelas três antigas freguesias.

6- Ampliar as zonas com rede de wi-fi.
Jardins, praças, espaços públicos e bairros municipais devem disponibilizar gratuitamente este serviço fundamental.

7- Lavandarias comunitárias.
Para responder às necessidades das populações mais afectadas pela crise e à semelhança do que se faz noutras cidades da Europa.

8- Criação de parques infantis próximos das pessoas.
Os parques para crianças têm desaparecido da freguesia. É urgente também concretizar o ringue do Bairro de Aldoar como espaço de prática desportiva e de convívio da comunidade.

9- Reforçar os laços de comunidade.
Numa altura em que desaparecem as relações de vizinhança, é essencial que a Junta de Freguesia desenvolva actividades sociais e culturais, que promovam o convívio e o contacto inter-geracional.

10- Uma Junta que não abandone os seus jovens.
Sobretudo nos bairros mais carenciados, os mais novos têm sido sujeitos ao abandono por parte dos políticos. Propomos uma Junta de Freguesia que organize actividades estimulantes para os jovens como sessões de cinema, debates ou eventos desportivos.

Não deixes que estes problemas deixem de ser ouvidos. Dá voz ao Bloco!

Propostas para a junta de freguesia da união de Cedofeita, St Ildefonso, Sé, Miragaia, S. Nicolau e Vitória

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- Responder à emergência social.

Criar serviços que informem os/as fregueses/as em dificuldades sobre questões legais e burocráticas, apoios e serviços existentes; Dar apoio aos idosos/as nas suas casas, alargando e melhorando os serviços de apoio domiciliário já existentes, com o programa “Apoio em casa”; Criar programas de actividades de tempos livres para as crianças e jovens da freguesia nos períodos de férias escolares; Promover a partilha intergeracional com atividades que envolvam idosos/as, jovens e crianças; Aproveitar os equipamentos públicos já existentes para combater a fome; Restaurantes, balneários e lavandarias sociais em parceria com o movimento associativo; Participar na rede social do Porto combatendo a pobreza e as desigualdades; Responder e apoiar as iniciativas do comércio de proximidade enquanto estratégia de revitalização da freguesia nomeadamente ao nível da criação de emprego e valorizando a sua importância para as populações, especialmente no que respeita ao seu contributo para a autonomia de pessoas idosas.
tivo; Participar na rede social do Porto combatendo a pobreza e as desigualdades; Dar resposta e apoiar as iniciativas do comércio de proximidade com a revitalização da freguesia e à criação de emprego.

- Habitação e urbanismo.
Reabilitação urbana – Exigir da autarquia e do estado a reabilitação do património degradado, público e privado, respeitando o direito das pessoas que habitam esses edifícios a permanecerem nesses locais mas proporcionando-lhes habitação digna e criando mais oferta pública de habitação com rendas sociais a preços acessíveis.
Mobilidade – Exigir transportes públicos que sirvam as pessoas, nos percursos e nos horários que são necessários. Exigir preços acessíveis tanto nos eléctricos como no elevador dos Guindais que devem servir a população. Apoiar e lutar pela reactivação do transporte fluvial entre a Ribeira e o Cais de Gaia.
Espaços públicos – De forma a assegurar a qualidade de vida das pessoas os serviços, equipamentos e espaços públicos devem ser colocados ao serviço das mesmas: exigir desde serviços de saúde a serviços de correios, adequados; cuidar dos jardins e criar novos espaços verdes e de lazer; promover a oferta de animação socio-cultural aproveitando equipamentos já existente (escolas p.e.)

- Reforçar a democracia local
Os investimentos da freguesia devem fazer parte de um orçamento participativo, que será decidido e votado em assembleias populares de freguesia; Matérias polémicas devem ser sujeitas a consulta popular; Realização das reuniões de Freguesia nos edifícios das antigas juntas para que todos e todas tenham possibilidade de participar; As decisões sobre urbanismo e intervenção no espaço público devem incluir a participação das populações e a sua auscultação prévia; Todos os documentos relacionados com decisões da freguesia e dos seus órgãos serão colocados online, tudo o que envolva ajustes diretos, concursos e contratações estará acessível para ser escrutinado pelos/as fregueses/as; Criação de um site e uma publicação com informação sobre a vida política, social, económica e cultural freguesia e com espaço disponível para a participação de cada força política e para outros movimentos ou organizações da freguesia.

Propostas para a união de freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos

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Em coerência com a natureza aberta e assembleária da candidatura, criámos um grupo de trabalho (entretanto consubstanciado numa lista) onde começámos por partilhar as questões que mais nos preocupam na freguesia:
– a demolição do Bairro do Aleixo,
– o realojamento negligente das pessoas noutros bairros, cuja realidade se está a tornar mais preocupante ainda do que a do lugar de onde foram expulsas,
– a população sem abrigo que aumenta todos os dias na Rua de Júlio Dinis,
– a redução nas linhas e nos horários dos transportes públicos ou a limitação do acesso à linha do eléctrico para uso corrente,
– os equipamentos públicos sucessivamente descaracterizados, negligenciados, entregues a privados ou sob ameaça (o Palácio de Cristal, o Mercado do Bom Sucesso, o Museu do Carro Eléctrico, o Solar do Vinho do Porto, entre outros),
– a ausência de uma resposta à crise social que assegure condições de vida dignas para as pessoas,
– a desresponsabilização face à realidade das escolas e seus agrupamentos na freguesia, cada vez mais distantes de uma resposta pública adequada às comunidades,
– a inexistência de uma política social integrada que assegure a não discriminação dos cidadãos de etnia cigana ou dos imigrantes,
– a falta e investimento no enorme potencial dos jovens da freguesia,
– a urgência de estudos à volta das questões ambientais inerentes aos recursos naturais da freguesia (o Rio Douro, a Ribeira da Granja, o Obsertório de Aves do Jardim do Calém, o Parque da Pasteleira, entre outros),
– a valorização e o apoio à iniciativa cultural e artística na freguesia, espontânea e associada, como acontece na Rua Miguel Bombarda,
– ou o reconhecimento da comunidade piscatória existente na freguesia.
A coligação PSD/CDS, como no município, tem sido conivente com as políticas que estão a depauperar as freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos. Tem faltado nesta freguesia a voz das pessoas e a capacidade e implementar uma governação local que envolva todas as partes interessadas, começando por nós fregueses, na procura de soluções que favoreçam a comunidade e não interesses e negócios de especulação.

1 # Direito ao lugar. Habitação e Mobilidade.
2 # Devolver os equipamentos públicos às pessoas.
3 # Responsabilidade face à desinserção e à marginalidade.

Propostas para Paranhos

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Paranhos, com cerca de 42.000 habitantes, 15 bairros sociais, ilhas, inúmeras colectividades, desempregados, trabalhadores precários e sem-abrigo precisa de respostas transformadoras, criativas, participadas.
A maioria PSD / CDS, governa o país com a insensibilidade da austeridade imposta, governa o município com uma domus social transformada em balcão de despejos dos mais pobres e a junta com impotência perante os sucessivos cortes no seu próprio orçamento.

1.HABITAÇÃO
Elegemos para a acção local os temas mais urgentes a resolver: A habitação, os despejos, os sucessivos cortes de água e luz, os aumentos das rendas. Nada do que é humano nos é indiferente.
– Os despejos e cortes de água e luz têm que passar pelo conhecimento e acção da junta na sua resolução.
– Os bairros de habitação pública têm que ter habitação dignificada,equipamentos úteis e espaços verdes requalificados e hortas de proximidade.
– Tem que ser criada mais habitação social em prédios do município.
– Maiores de 65 anos têm que ser isentos de humilhantes comprovativos de carência.
– Tem que ser feita uma revisão dos preços das rendas, água e luz às colectividades, também esganadas pela austeridade.

2.REABILITAÇÃO URBANA / POBREZA
– Paranhos detém muito e importante património devoluto por reabilitar, por ex, o ex-quartel de transmissões, apenas minoritária e parcialmente ocupado com uma instalação da PSP.
– Propomos investimento público de reabilitação urbana para a construção de um equipamento em Paranhos de apoio a situações de emergência social: um “hotel social”.
– Albergaria pessoas desalojadas em situações de emergência, sem-abrigo ou vítimas de derrocadas ou incêndios.
– Poderia funcionar como uma reserva de emergência para casos sinalizados na freguesia ou para situações de despejo.
– Esta seria uma instalação hoteleira com preços sociais e gerida de formas sociais, mas em regime de instalação hoteleira, e não de albergue.
Regime mais de proximidade e privacidade, que os albergues não têm. Incluiria um local onde as pessoas desalojadas ou sem-abrigo possam habitar, comer , estar, com um ambiente de casa/ privacidade sem que a alimentação seja providenciada na rua.

3.QUALIDADE DE VIDA
– Os órgãos locais têm que ser geridos por orçamentos participativos e assembleias abertas e participadas.
– Sendo a qualidade do ar em Paranhos é uma das piores da cidade é necessário o aumento dos corredores Bus, a devolução de passeios aos peões,remoção de carros dos passeios entre outros inúmeros obstáculos, criação de rampas para cadeiras de rodas e cidadãos com mobilidade reduzida
– Têm que ser tomadas medidas de urgente acalmia de tráfego entre as quais, a facilitação do uso da bicicleta como meio de transporte urbano e requalificação da perigosa ciclovia que serve as universidades.

Desta vez, Vota! Vota no Bloco de Esquerda.

Propostas para Ramalde

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Ramalde é a única freguesia da cidade que cresceu em habitantes nos últimos 10 anos. Mas nem por isso tem sido bem tratarda pela Câmara. Ramalde escapou por um triz à destruição de freguesias que a coligação de direita PSD/CDS, através da lei do Relvas, impôs à cidade do Porto.

Doze anos de domínio do município e da freguesia pelo PSD e CDS/PP deram mau resultado: idosos abandonados, jovens sem trabalho e sem perspetivas, salários a descer, rendas de casa com aumentos brutais, cortes nas pensões, associações sem apoio, desigualdade a crescer.
Mais de 1.000 famílias de Ramalde, principalmente idosos, viram-se forçadas a requer o RSI.

PSD e CDS/PP cortaram competências e meios financeiros à freguesia de Ramalde, só a gestão dos sanitários e dos lavadouros é que foi transferida para a freguesia… Tanto desprezo da coligação de direita por Ramalde que a Junta nunca combateu. Só se levantaram para apoiar o PSD e o CDS/PP. Votaram sempre contra as propostas do BE de dar voz ao povo de Ramalde e de dar mais competências à freguesia. PSD e CDS/PP, porque não defenderam Ramalde, não merecem os votos da população.

Responder à emergência social e resgatar a democracia local são os objetivos desta lista do BE e de outros ativistas sociais.

1) RESPOSTA À EMERGÊNCIA SOCIAL
– Apoio Domiciliário a Idosos
– Apoio Educativo
– Promover o diálogo entre as organizações que prestam este tipo de apoios.

2) HORTAS URBANAS
– Hortas sociais (resposta às necessidades alimentares e de subsistência da população)
– Hortas pedagógicas (pela educação ambiental)
– Formação

3) ESPAÇO DO CINEMA
– Preservar a memória do Cinema (Invicta Filmes, Casa da Prelada, etc)
– Levar o Cinema às pessoas, às comunidades. Educar para o Cinema.

Lista à junta de freguesia de Paranhos

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1 Pedro Marques de Figueiredo, 38 anos, arquitecto
2 José António Carvalho Moreno, 50 anos, técnico tributário
3 Maria José Barbosa Guedes, 39 anos, bióloga
4 Madalena Augusta Ferreira Evangelista Lima, 44 anos, desempregada
5 António Manuel Almeida Silveira, 61 anos, bancário
6 Vítor Manuel da Silva Teixeira, 39 anos, assistente operacional
7 Maria José de Sousa Magalhães, 55 anos, professora
8 Mónica Cristina Alves Nunes, 43 anos, desempregada
9 José Francisco da Silva Beja, 60 anos, professor
10 Antero Fernando Ferreira Alves, 54 anos, vendedor
11 Ana Azevedo Vargas e Pires, 32 anos, atriz
12 Patrícia Alexandra Moreira da Silva Lapa Faria, 36 anos, desempregada
13 Rui Fernando Loureiro dos Santos, 62 anos, socorrista
14 Pedro Miguel Xavier Pinho, 22 anos, desempregado
15 Rosalina Moura Ribeiro dos Santos, 53 anos, desempregada
16 Maria Augusta Fernandes de Meneses Montenegro, 49 anos, doméstica
17 João Luciano Rodrigues Mota Vieira, 38 anos, engenheiro
18 Maria Cecília de Sousa Geraldes dos Santos, 63 anos, desempregada
19 Fernanda Paula Duarte Oliveira, 44 anos, desempregada
20 José Augusto de Oliveira Leite Ferreira, 62 anos, professor
21 Maria Madalena da Silva Teixeira Gouveia, 44 anos, empregada de limpeza

Suplentes
Adelina de Jesus Pereira e Silveira, 54 anos, desempregada
Sandra Cristina da Silva Ribeiro, 28 anos, desempregada
João Gomes Reis, 18 anos, estudante
Maria Helena de Andrade Ribeiro da Fonseca, 59 anos, doméstica
Aurélia Maria da Silva Teixeira, 48 anos, empregada de limpeza
António Manuel da Silva Gouveia, 49 anos, metalúrgico
Maria Alexandre Geraldes dos Santos, 41 anos, desempregada

Lista à junta de freguesia da união de Lordelo do Ouro e Massarelos

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1 Susana Salbany Constante Pereira, 37 anos, formadora
2 Maria Adelina Martins Rodrigues de Freitas, 56 anos, assistente social
3 Tiago Filipe Carvalho Gomes, 24 anos, estudante
4 José Alberto Mendes Falcão dos Reis, 57 anos, professor universitário
5 Maria da Graça Pinheiro Lucena e Silva de Noronha Lima, 65 anos, professora
6 Renato Cardoso da Silva Florim, 22 anos, monitor
7 Manuel Porfírio Lapa Gomes, 58 anos, assistente comercial
8 Maria da Conceição de Oliveira Carvalho Nogueira, 53 anos, professora
9 Ana Paula dos Santos Pereira de Sequeiros, 57 anos, investigadora
10 Raul Simões da Cunha Pinto, 63 anos, professor
11 Jaime António Alves Veiga, 61 anos, professor
12 Alcina Maria Gomes Rodrigues, 55 anos, administrativa aposentada
13 Cândido Almeida Paixão, 59 anos, cantoneiro
14 Isabel Maria da Costa Ferreira, 55 anos, professora
15 Pedro Nuno Ferreira Pinto de Oliveira, 56 anos professor
16 António Manuel da Silva Pina, 58 anos, professor
17 Amarílis Vaz Felizes, 22 anos, estudante
18 José Manuel dos Santos Gigante, 61 anos, arquiteto
19 Jorge Manuel Costa Campos, 65 anos, professor

Suplentes
Paulo Jorge Teixeira Pereira, 43 anos, designer
Sérgio Nogueira Miguel Cameira, 25 anos, designer
Joana Pereira de Magalhães Cruz, 26 anos, psicóloga
Paulo Jorge Magalhães Paixão, 30 anos, vigilante
António Henrique Coimbra Macedo, 50 anos, trolha
Rosa Maria da Costa Magalhães Paixão, 56 anos, doméstica
José Manuel Viana de Oliveira, 18 anos, estudante

Lista à junta de freguesia da união de Cedofeita, St Ildefonso, Sé, Miragaia, S. Nicolau e Vitória

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1 Ilda Maria Rodrigues Afonso, 48 anos, técnica de apoio à vítima
2 Paulo Renato Cardoso Ricardo, 50 anos, técnico de laboratório
3 Jorge Manuel da Silva Moreira, 56 anos, técnico de serviço social
4 Maria Leonor Camarinha Parada de Figueiredo, 21 anos, estudante
5 Miguel Albergaria Furtado Semedo, 29 anos, bioquímico
6 Tatiana Quaresma Moutinho dos Santos, 40 anos, investigadora
7 Teresa Marisa Alves Martins, 29 anos, educadora social
8 Carlos Valdemar Martins Ribeiro, 31 anos, operador de tráfego
9 António Manuel de Abreu Cunha, 60 anos, cerâmico
10 Sílvia Maria da Costa Santos, 36 anos, assistente técnica
11 José Fernando Sampaio Lino, 53 anos, cerâmico
12 Ana Cristina da Palma Afonso, 39 anos, administrativa
13 Maria Alice Moreira Ribeiro dos Santos, 69 anos, psicóloga
14 Mário Augusto de Sousa Moutinho, 67 anos, ator/produtor
15 Ada Maria Costa Pereira da Silva, 46 anos, professora
16 Maria Cecília do Val Loureiro, 54 anos, psicóloga
17 Jorge Manuel Caldeira Martins Coelho Moreira, 45 anos, vigilante
18 Ana Luísa Pereira Rego, 38 anos, médica
19 Isaque Manuel da Fonseca Palmas, 40 anos, operador de serviços
20 Rita Susana Monteiro Cerqueira, 38 anos, bióloga
21 Ricardo Lafuente Monteiro, 29 anos, designer

Suplentes
Maria da Nazaré da Cruz Carvalhais Nóvoa, 50 anos, assistente de consultório
Maria Helena Aguiar Gonçalves, 41 anos, bióloga
Nuno Miguel Valente Soares Ferreira, 38 anos, engenheiro químico
Maria Critina de Olveira Aroso Ribas de Menezes, 57 anos, professora
Maria João de Carvalho e Azevedo Rocha, 32 anos, médica
Filipe Manuel Loureiro da Mota, 31 anos, formador
Hugo Filipe Carvalho Teixeira Monteiro, 38 anos, professor